sábado, 4 julho , 2026

OMC começa a discutir regras internacionais para comércio eletrônico

A Organização Mundial do Comércio (OMC) iniciou nesta semana uma rodada de negociações para debater acordos relacionados ao comércio eletrônico. O Brasil participa dos debates.

O tema já vem sendo tratado há pelo menos duas décadas na organização, mas agora as nações querem avaliar a necessidade de acordos para lidar com os novos desafios de uma economia cada vez mais digitalizada.

Entre os temas em debate estão regras para trocas de dados entre empresas e prestadores de serviço de países diferentes, a tributação de serviços e bens transacionados entre distintas nações e formas de assegurar os direitos do consumidor em situações como na compra de bens e serviços em países distintos do seu.

A OMC já tinha um programa de trabalho sobre o tópico. Na reunião ministerial de Buenos Aires, em dezembro de 2017, foi definido o início de “discussões exploratórias” sobre o assunto. Durante o Fórum Econômico Mundial deste ano, em Davos, 76 países decidiram avançar as discussões rumo a uma rodada de negociações, processo de maior força institucional.

Propostas

Nesta primeira etapa das negociações, países apresentam suas propostas. Segundo o chefe da Divisão de Promoção de Serviços do Itamaraty, George de Oliveira Marques, os países não devem avançar em uma definição de comércio eletrônico, mas trazer propostas específicas para atender aos seus interesses.

Os Estados Unidos, exemplifica, estão mais preocupados em definir regras para serviços prestados por meio eletrônico e para produtos digitais, como filmes, softwares e impressores 3D. Um dos objetivos seria tratar os produtos digitais de forma semelhante aos bens de comércio “normal”, evitando a criação de exigências e tarifas adicionais. O país é sede das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Apple, Microsoft, Amazon, Google e Facebook.

Já a China estaria mais focada no estabelecimento de normativas para o comércio de bens por plataformas de comércio eletrônico, como roupas, calçados e equipamentos eletrônicos. Lá estão grandes conglomerados do setor, como Alibaba e JD.com.

De acordo com George Marques, as transações de bens e serviços já são cobertas por acordos sobre esses dois tipos de atividade econômica. Mas o vácuo a ser avaliado seriam os novos negócios baseados em dados, como os de plataformas digitais.

“O que existe de novo e não está coberto é a questão de dados, informação. Hoje o que interessa a empresas de internet como Google, Facebook e Amazon é poder acessar informação de outros países, armazenar e processar para vender serviços ou bens”, disse o chefe da divisão de Serviços do Itamaraty.

Ele disse que o Brasil busca nas negociações um “equilíbrio entre regras comerciais e salvaguardas de questões regulatórias”. No tema de defesa contra ataques cibernéticos, por exemplo, os países precisam de gestão sobre suas redes para evitar ataques ou poder se proteger. Ele citou um caso em um grande evento esportivo em que o Brasil identificou um ataque e cortou as comunicações com o país de onde este estava vindo.

Outro tema de interesse da representação brasileira são direitos do consumidor. “Com o comércio eletrônico, o consumidor está num país e o prestador em outro território. Se o consumidor está se sentindo lesado, qual legislação vai valer?”, questiona Marques. Segundo ele, a preocupação é que valham padrões mínimos, como troca de produto defeituoso e fornecimento de informações com clareza sobre condições de pagamento.

Continue lendo

Os destinos serranos catarinenses mais buscados nas plataformas de viagem

FOTO UNITVSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 6 minutos Com a chegada do inverno, cidades como São Joaquim, Urubici e Urupema voltam a figurar entre os...

Horóscopo de sábado (4): veja a previsão para os 12 signos

IMAGEM IA Notisul Tempo de leitura: 4 minutos O sábado, 4 de julho de 2026, apresenta um cenário astrológico marcado por intensidade emocional e mudanças inesperadas....

Incêndio destrói carro e provoca congestionamento na BR-101, em Tubarão

FOTO CBMSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 2 minutos Um veículo foi completamente destruído por um incêndio no fim da tarde desta sexta-feira (3), na BR-101,...

Arraiá Solidário 2026 reúne cultura, música e solidariedade no Farol Shopping

FOTO Notisul Tempo de leitura: 4 minutos Começou nesta sexta-feira (3) a edição 2026 do Arraiá Solidário, tradicional festa promovida pelo Colégio Dehon, em parceria com...

Pequena propriedade rural é impenhorável 

 Por Mauri Nascimento, advogado  Dentro do perfil fundiário e sócio econômico, nos deparamos sempre com a supremacia do economicamente mais forte, na elaboração do contrato...

Mascar chiclete faz bem? Nutricionista explica benefícios e cuidados

O hábito de mascar chiclete voltou ao centro das atenções após o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, aparecer constantemente nas transmissões dos jogos...

Quando Laguna foi a capital de uma república independente e entrou para a história do Brasil

FOTO Notisul Tempo de leitura: 8 minutos Laguna, que neste mês comemora 350 anos da fundação, lembra ainda o mês de julho de 1839. Naquele mês...

Copa do Mundo 2026 tem três confrontos decisivos nesta sexta-feira; veja os horários

A Copa do Mundo 2026 encerra nesta sexta-feira (3) a fase de mata-mata que define os últimos classificados às oitavas de final. Três partidas...